
Práticas de teorias da educação: experiências pedagógicas de emancipação
Organizadores
Celso Kraemer
Kelly Ayanna Peters Barros
Pensar a epistemologia da educação é situar-se na noção de teoria. Há um dado muito específico e extremamente relevante para se pensar a teoria das práticas em educação: colocar-se a si mesmo em causa, lançar dúvidas ou suspeitas sobre as convicções sedimentadas no próprio pensamento, sobre as palavras e linguagens que movem meus/seus discursos críticos. Lidar com a suspeita de que tais discurso críticos podem estar nos fazendo reféns de posições ideológicas, sob a ilusão de que esteja realmente pensando; colocar em causa a instituição pedagógica, a instituição escola, com suas normalidades, rotinas, seriações. Se eu não conseguir ver a mim mesmo na escola como parte do processo de uma série de arbitrariedades e violências praticadas em nome de educação, eu não estou realmente pensando. A leitura crítica dos processos econômicos, da exploração da mão de obra, da dominação a que estamos sujeitos, em sentido macro, é relevante. Mas não basta falar mal do capitalismo, dos dominadores, ou do socialismo que gera dependentes do trabalho dos empreendedores. Este sentido de crítica não dá conta de abarcar a compreensão de teoria que empreendemos neste componente curricular, do qual resultaram os relatos das equipes. Trata-se de uma perspectiva de crítica que se interroga acerca das condições das experiências do pensamento, acerca das condições de possibilidade da verdade que professamos.











